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terça-feira, 30 de junho de 2015

Governança Corporativa

O que é Governança Corporativa?
Existem muitas definições para o termo Governança Corporativas, mas nada melhor do que buscar a definição de um órgão especializado no assunto, certo? Assim, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) define a Governança Corporativa como:
Objetivos da Governança Corporativa
Em sua essência, a Governança Corporativa tem como principal objetivo recuperar e garantir a confiabilidade em uma determinada empresa para os seus acionistas. Criando um conjunto eficiente de mecanismos, tanto de incentivos quanto de monitoramento, a fim de assegurar que o comportamento dos executivos esteja sempre alinhado com o interesse dos acionistas.
Características e ferramentas
São 8 as principais características da “boa governança“, veja:
1.                      Participação
2.                      Estado de direito
3.                      Transparência
4.                      Responsabilidade
5.                      Orientação por consenso
6.                      Igualdade e inclusividade
7.                      Efetividade e eficiência
8.                      Prestação de conta (accountability)
É importante destacar, também, as principais ferramentas utilizadas na Governança Corporativa, que asseguram o controle da propriedade sobre a gestão, são elas: o conselho de administração, a auditoria independente e o conselho fiscal.
Benefícios da Governança Corporativa
A boa Governança Corporativa contribui para um desenvolvimento econômico  sustentável, proporcionando melhorias no desempenho das empresas, além de maior acesso a fontes externas de capital. Por estes motivos, torna-se tão importante ter conselheiros qualificados e sistemas de Governança Corporativa de qualidade. Evitando-se assim diversos fracassos empresariais decorrentes de:
·  Abusos de poder – Do acionista controlador sobre minoritários, da diretoria sobre o acionista e dos administradores sobre terceiros;
·  Erros estratégicos – Resultado de muito poder concentrado no executivo principal;
·  Fraudes – Uso de informação privilegiada em benefício próprio, atuação em conflito de interesses.

Desta forma, se tornou notável que, nos últimos anos, a adoção das melhores práticas de Governança Corporativa tem se expandido tanto nos mercados desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Disseminando as práticas e atraindo investimentos aos negócios e aos países.

Auditoria Externa ou Auditoria Independente e PwC

Como se pode observar, a auditoria é uma técnica autônoma entre as técnicas das Ciências Contábeis. A auditoria externa ou auditoria independente, como também é conhecida, surgiu como parte da evolução do sistema capitalista. Diante do crescimento das empresas, que no início pertenciam a grupos familiares, ocorreu a necessidade de ampliar as instalações fabris e administrativas. Houve também, consequentemente, o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento dos controles e procedimentos internos, principalmente visando à diminuição de custos, em função da concorrência e da competitividade, para se manter no mercado.
Assim, para acompanhar todas essas mudanças, houve a necessidade de empregar enormes recursos nessas operações, fazendo com que as empresas tivessem de captar recursos com terceiros, na forma de empréstimos bancários de longo prazo, ou abrindo seu capital social para novos sócios e acionistas. Nesse sentido, os agentes bancários ou novos sócios, acionistas e “futuros investidores”, precisavam conhecer a posição patrimonial e financeira e a capacidade de gerar lucros das empresas. Havia, então, a necessidade de fornecer diversas informações para que o investidor pudesse avaliar com segurança a liquidez e a rentabilidade de seu investimento.
Sendo assim, o trabalho de verificação da situação patrimonial e financeira das empresas passou a ser realizado por um profissional independente, especializado em técnicas de auditoria, com profundos conhecimentos de contabilidade e, sobretudo, das atividades das empresas.
Depois de aplicar testes de observância de acordo com a relevância de cada item a ser considerado, o auditor emite sua opinião sobre a situação patrimonial e financeira das empresas. Esta é a auditoria externa ou auditoria independente.

A PricewaterhouseCoopers é uma empresa que trabalha com auditorias e esteve envolvida no escândalo financeiro Luxemburgo leaks em que grandes empresas economizaram bilhões de dólares evitando o pagamento de impostos. Foi um sistema criado pelas empresas PricewaterhouseCoopers, KPMG, Ernst & Young e Deloitte que beneficiou ilegalmente muitas empresas grandes como Amazon, Volkswagen, Apple e dois bancos brasileiros, Bradesco e Itaú Unibanco.

Auditoria Interna

Definição: 
 A Auditoria Interna tem por finalidade desenvolver um plano de ação que auxilie a organização a alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistêmica e disciplinada para a avaliação e melhora da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos com o objetivo de adicionar valor e melhorar as operações e resultados de uma organização.
O objetivo geral da Auditoria Interna é avaliar e prestar ajuda a alta Administração e desenvolver adequadamente suas atribuições, proporcionando-lhes análises, recomendações e comentários objetivos, acerca das atividades examinadas.
O auditor interno deve, portanto, preocupar-se com qualquer fase das atividades da empresa na qual possa ser de utilidade à Administração. Para conseguir o cumprimento deste objetivo geral de serviços à administração, há necessidades de desempenhar atividades tais como:
  • Revisar e avaliar a eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis, financeiros e operacionais.
  • Determinar a extensão do cumprimento das normas, dos planos e procedimentos vigentes.
  • Determinar a extensão dos controles sobre a existência dos ativos da empresa e da sua proteção contra todo tipo de perda.
  • Determinar o grau de confiança, das informações e dados contábeis e de outra natureza, preparados dentro da empresa.
  • Avaliar a qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o cumprimento das respectivas responsabilidades.
  • Avaliar os riscos estratégicos e de negócio da organização.

Em relação à organização do departamento, um ponto de maior relevância é a autonomia e independência com que conta o departamento de Auditoria Interna da empresa. Nesse sentido, o nível ao qual o departamento se reporta pode desde logo indicar o grau de independência e autonomia dos auditores internos.

Para que esta autonomia e independência possam ser consideradas adequadas, torna-se necessário que a auditoria interna se reporte ao conselho da Direção ou a Diretoria Máxima da empresa, de modo a poder realmente escapar das ingerências e pressões, bem como manter a liberdade de agir sobre todas as áreas da organização, sem restrições. Por outro lado, uma subordinação a grau menor pode criar situações, impossibilitando a execução de seus trabalhos de forma independente.

Governanças de TI

Definição:
Governança de ti significa um sistema onde as empresas e os relacionamentos com acionistas, diretoria, conselho fiscal e auditoria podem ser observados e administrados. Uma governança bem executada acarreta numa sociedade mais valorizada, além do capital ser mais acessível. A inclusão da tecnologia de informação na governança tem como principal objetivo assegurar a integridade dos dados financeiros nos sistemas empresariais.

E qual o papel da TI nessa Governança?
Pelo fato das informações financeiras das empresas estarem salvos em sistemas de informação, os gestores de negócio precisam ter garantias que as informações nestes sistemas são confiáveis. Para se ter uma idéia, após os escândalos de 2001, o congresso americano aprovou uma lei chamado Sarbanes-Oxley, mais conhecida como SOX, onde os executivos de empresas com ações na bolsa de Nova York são responsabilizados criminalmente por desvios nas demonstrações financeiras, podendo além de levar multa ser preso também. Mesmo que os executivos não tenham participação em fraudes das demonstrações financeiras, caso for detectado alguma fraude, eles são penalizados.
  Um dos frameworks (guias de melhores práticas) mais confiáveis pelos acionistas e conselheiros é o COBIT, que indica quais processos devem ser executados, como por exemplo:
  • Problemas na segurança da informação.
  • Auditoria externa
  • Gerenciamento de incidentes
  • Indicadores


Sistemas de Processamento de Transações (TPS) e Processamento de Transações em Tempo Real (OLTP)

Definição;

TPS (Transaction Processing Systems): sistemas de processamento de transações são sistemas cuja função é a de processar as grandes quantidades de dados provenientes das diversas atividades operacionais da organização permitindo poupar muito do trabalho manual que seria necessário para realizar atividades tais como o tratamento de encomendas, a faturação, a gestão de stocks, o processamento de salários, a gestão de contas correntes, etc. Os grandes volumes de dados gerados pelos TPS em tabelas e listas de grande dimensão são geralmente pouco práticos para serem utilizados ao nível da gestão. Exemplos de dados de transações fornecidos pelo TPS são:

·      Dados do cliente;
·      Dados do produto;
·      Dados do vendedor;
·      Dados da loja;
Esses e muitos outros dados de transações precisam ser capturados e processados para que uma venda possa ser realizada com sucesso.

As OLTP (On-Line Transaction Processing systems) são sistemas que recebem e fazem o processamento das transações de forma imediata.
Processamentos envolvidos na OLTP são:
    
·      Fatura
·      Compras
·      Processamento de Transações
·      Folha de Pagamento
·      Recebimento

Sistemas de Processamento de Transações (SPT)

Definição:
SPT (Sistemas de processamento de transações): é um sistema que processa as transações operacionais de uma organização. Por transações, podemos entender como duas partes que trocam informações resultantes de alguma atividade em uma empresa. Transações podem ser coisas como fechamento de um pedido, matricula de um aluno, emissão de nota fiscal, baixas em um estoque.
Todas essas atividades geram dados que são coletados, processados, armazenados e distribuídos pelos sistemas de informação. Os dados que entram num SPT são padronizados e descrevem as transações efetuadas.
O processamento desses dados segue algoritmos que permitem automatizar a maioria das transações rotineiras de uma organização, seguindo operações (como decisões estruturadas e cálculos) que são repetidas a cada transação. Geram atualizações nos dados, emissão de relatórios e envio dos dados a outros sistemas.
O armazenamento dos dados gerados pelos sistemas de processamento de transações se dá na forma de banco de dados. Tais bancos de dados guardam um histórico com a série de transações ocorridas na organização. O resultado gerado por um sistema de transação resulta em documentos que formalizam a efetivação da transação (faturas, duplicatas, orçamentos, etc.), podendo também gerar relatórios acerca destas transações, para fins de avaliação, conferência ou auditoria.
Os SPT podem também enviar remessas de dados para outros sistemas. O controle e feedback desses sistemas inclui o uso de ferramentas de desenvolvimento de software (linguagens de programação e sistemas de gerenciamento de banco de dados - SGBD) para fazer a consistência dos dados entrados e gerados pelo sistema.
Ou seja, dão suporte ao nível gerencial através de relatórios, processos correntes, histórico através de acessos on-line, orientados a eventos internos, apoiando o planejamento controle e decisão, dependem dos SPT para aquisição de dados, resumindo e apresentando operações e dados básicos periodicamente.

Sistemas de Apoio à Decisão (SAD)

Definição:
SAD (Sistemas de apoio à decisão): Os sistemas de apoio à decisão ajudam os gerentes do nível tático e estratégico de uma organização em decisões semiestruturadas, ou seja, decisões com um nível maior de subjetividade quando comparado a um problema estruturado. Essas situações que exigem tais decisões rapidamente se modificam, podem não se repetir e dificilmente são planejadas ou previstas.
Constituem a entrada desses sistemas dados referentes a realidade interna e externa da organização. Os dados sobre a realidade interna são tirados dos dois sistemas acima descritos, e os dados sobre a realidade externa demonstram a realidade do ambiente de atuação da organização.
O processamento desse sistema inclui modelos analíticos, banco de dados especializados, processo de modelagem para apoio a tomada de decisão e insights do tomador de decisões (são posicionamentos que o tomador de decisões pode inserir no sistema e que advém da interação do tomador de decisões com o problema analisado).

Através do sistema podem-se gerar cenários e simulações, permitindo uma comparação entre as possibilidades a serem escolhidas. Do sistema resultam relatórios e gráficos que permitem comparar os resultados das diferentes simulações realizadas. Os SAD são interativos, permitem aos usuários levantar suposições e incluir novos dados, realizar diferentes perguntas e refinar os rumos das ações a serem tomadas, constituindo assim o feedback do sistema.